BLOG NOVO: CONTOS DO ICAL

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Lilica preocupada com a escola - Dinah Amorim



Lilica preocupada com a escola
Dinah Amorim


Lilica é uma menininha inteligente e estudiosa. Não gosta de se atrasar na escola e é sempre a primeira a chegar.
“Cedinho, logo que o dia amanhece”, já faz suas lições, toma seu banho, pede para Da. Tininha, a antiga cozinheira da casa, para preparar seu lanche, mal almoça e sai “correndo, apressada”, para a escola.
Num dia “comum, igual a todos”, foi à cozinha, viu Da. Tininha cozinhando, “sem pressa”, “calmamente,” e perguntou ansiosa:
_ Esta comida que ainda está fazendo não vai ficar muito quente?
_ Claro, Lilica, se ainda está cozinhando, ficará quente! Respondeu Da, Tininha.
_ Comida quente, fogo forte, não sei não! Acho que vou para a escola sem almoçar! O dia “amanheceu cedo”, levantei-me às pressas, fiz minhas obrigações e agora nem vou poder comer meu almoço, senão terei uma “surpresa inesperada”, queimo toda a minha língua!
Da. Tininha respondeu paciente:
_ Calma menina, não precisa “gritar tão alto” nem andar de cá para lá, como barata tonta! Eu já estou terminando e coloco a panela em cima da “água gelada, com um pouco de gelo”, para esfriar!
Lilica gostou da sugestão e esperou “calmamente, com tranqüilidade”, o seu almoço.
Foi para a escola “como sempre, habitualmente,”sendo novamente a primeira a chegar!

A sobremesa roubada - Dinah Amorim



A sobremesa roubada
Dinah Amorim

Seu José e Da. Maria estavam recebendo os primos de seus filhos para o almoço. Era uma algazarra geral. Todos falavam ao mesmo tempo!

_ Sabiam que ovo ao contrário fica “ovo” mesmo? Perguntou Zezinho.
_ “Ovo” eu não sabia mas “osso” e “radar” eu já sabia, respondeu Tonico.
_ Sabem como se chamam essas palavras, em português, perguntou Sr. José? Palíndromo. Nome complicado, não? E a leitura delas é mais fácil que as outras! Pode-se ler da esquerda para a direita e ao contrário!
Da. Maria, gostando de ver os filhos e os sobrinhos interessados em linguagem, “correu apressada” para tirar um bolo do forno e trazer de sobremesa.(Pleonasmo)
Qual não foi a inesperada surpresa! O bolo tinha desaparecido.
Correm para cá, correm para lá, todos se preocupam em achar o bolo!_ Será que foi a “droga da gorda”, que mora nos fundos, quem roubou? Perguntou Zezinho.
_ Acho que não! Deve ter sido uma cobra.Parece que vi uma “cara rajada de jararaca” espiando pela janela, respondeu Luizinho, um dos primos.
Continuaram procurando e “saíram todos para fora.” (Pleonasmo).Ficaram muito espantados quando viram pegadas de lobo e farelos de bolo no chão!
Foi o “lobo” quem roubou o “bolo”, exclamaram todos ao mesmo tempo.
Espantada, Da. Maria perguntou:
_ Mas gente, lobo gosta de bolo?
Sr. José respondeu a rir:
_ Ainda bem que “lobo ama bolo”, senão, que teria sido de nós...viraríamos “bolo de lobo”!

Férias Inesquecíveis - Isabel Sousa




Férias inesquecíveis
Isabel Sousa





Era domingo, Pedrinho estava ansioso pela chegada de Sara e de Daniel, dois primos que ele não conhecia. Iam chegar pela manhã e a expectativa era enorme.
Tudo preparado para uma grande recepção.
Um churrasco no quintal - balões – bandeirinhas – como se fosse um aniversário.
Pedro de 5 anos – Sara de 6 e Daniel de 8. Os dois últimos são irmãos e moram do outro lado do Oceano.
O avião aterrissou, desembarcaram enfim. Os pais se abraçaram emocionados. Quanto tempo não se viam!
As crianças tímidas se olharam, a pouco e pouco se aproximaram.
Daniel chamou Pedrinho e lhe disse:
Sou teu primo e Sara tua prima. Quando chegarmos à tua casa vamos brincar?
Pedro sorriu, se aproximou de seu pai e perguntou:
Papai, por que é mesmo que eles são meus primos?
O pai respondeu:
Por que papai é irmão do pai deles.
Pedro confuso diz:
E, a mamãe não é?
O pai resolve abreviar os detalhes e com ar muito feliz apenas diz:
Primos – tios – vovós – é o que se chama família.
Olha que divertido, eu sou tio de Sara – de Daniel – a mamãe é tia deles – os pais deles são seus tios... Lá em casa vovô e vovó nos esperam, vai ser um dia inesquecível!
O que é inesquecível, papai?
Quer dizer que nunca mais esqueceremos este dia.
E assim foi, as crianças depois do almoço foram para o parque - jogaram bola – correram - brincaram de esconde-esconde - Que divertido!
Depois de cansados sentaram na areia e Daniel perguntou:
Quem sabe o que é um palíndromo? E o que é uma capicua?
Pedrinho pensou:
Este meu primo é louco! Que palavras estranhas!
Daniel prosseguiu:
Palíndromo, é uma palavra ou uma frase que se lê da mesma forma, da direita para a esquerda e da esquerda para a direita, capicua são números que lidos nos dois sentidos são iguais, vamos ver quem consegue encontrar mais palavras ou números?
Vamos!
Gritaram todos.
E assim foi, Daniel claro que ganhou o jogo.
Colocou:
OVO – RADAR – OSSO – ANA, etc.
303
3003
2002
1991
2112...E ainda acrescentou: Ao que me parece o próximo ano capicua vai ser só no próximo século, foi a minha professora que falou.
Pedrinho muito a custo arriscou alguns números:
33
44
55
66
77  etc.
Voltando ao Palíndromo:
Sara que já havia aprendido com o irmão, quis mostrar que entendia da coisa, inflou o peito e muito segura disse uma frase já decorada:
“O LOBO AMA O BOLO”.
Palmas para a Sara!
Grita Daniel, e encerra o jogo com as seguintes frases:
“ANOTARAM A DATA DA MARATONA”.
“A MALA NADA NA LAMA”
“O GALO AMA O LAGO”.
Aqui os pais entraram no jogo, aplaudiram, e os pequenos de 5 e 6 anos não entenderam muito bem, mas gostaram da farra.
As férias acabaram, Daniel, Sara e seus pais regressaram ao outro lado do Oceano, e prometeram voltar mais vezes.
Ao se abraçarem na despedida disseram:
Quem sabe um dia voltaremos para ficar definitivamente com vocês.
Pedrinho sempre atento a tudo que se diz fez mais uma pergunta:
Papai, o que é definitivamente?
Papai e mamãe sorriram e os dois responderam:
Quem sabe um dia os tios e os primos virão morar perto de nós para sempre. Que quer dizer: definitivamente.
Obá! Obá!
Gritou Pedrinho.
Assim terminaram as férias inesquecíveis.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

LER DEVERIA SER PROIBIDO

SACI - Ivonéte Miranda

SACI

Ivonéte Miranda

Zezinho ainda era muito pequeno quando sofreu um acidente de automóvel e acabou por perder a sua perninha direita.

O garotinho negro era de uma família muito pobre e à medida que ele crescia perdia a prótese. Quando isto acontecia, tinha de andar com as muletas, aguardando que sua mamãe conseguisse a doação de uma prótese maior.

Zezinho freqüentava a escola do bairro e na sala de aula, por vergonha, deixava as muletas encostadas na parede e saia pulando em uma perna só.

Foi daí que seus colegas passaram a chamá-lo de Saci.

Não bastasse o apelido, os meninos do colégio inteiro davam risadas quando Zezinho passava pulando.

Zezinho sofria com o apelido que lhe deram, chorava e já não queria ir para a escola.

Sua mãe ficava aborrecida com o sofrimento do filho, até que naquela tarde viu na televisão que outras crianças eram vítimas do chamado “bullying” e que existiam campanhas para acabar com isto.

Foi então que a mulher sentiu coragem de ir conversar com a diretora do colégio e contar o que estava acontecendo.

A diretora falou que não sabia do ocorrido, mas que iria tomar providências sérias para que ninguém mais chamasse o Zezinho de Saci.

A mãe contou para o Zezinho que esteve com a diretora, garantindo a ele que podia ir para a escola, pois não iria mais ser ofendido.

Dois dias depois, quando Zezinho ainda estava no portão do colégio, um colega se aproximou dele e pediu desculpas por chamá-lo de Saci.

Dali por diante, nunca mais o Zezinho foi chamado de Saci.

Assim, todos os alunos daquela escola aprenderam que é muito feio ofender ou magoar os outros.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Notícia urgente - Hirtis Lazarin



Notícia urgente

Lilica brincava com suas bonecas no quarto cor-de-rosa. O rádio estava ligado num programa musical. Lilica gosta muito de música.

A música parou ´no meio...Uma voz diferente e forte interrompeu a programação:

--Senhores ouvintes da "Rádio Nacional", deixem o trabalho de lado por um instante só. Uma notícia, em caráter de urgência, chegou até nós e acreditamos ser do interesse de todos.

Um morador da periferia de São Paulo, ao chegar do trabalho, encontrou um elemento estranho dentro de casa. Provavelmente, a procura de dinheiro e jóias, já tinha revirado tudo: as roupas do armário estavam espalhadas pelo chão, as gavetas abertas e reviradas, papéis e documentos voavam por todos os lados. Provavelmente, ele estava faminto, pois a geladeira estava aberta e, sobre a pia da cozinha, viam-se potes de danones vazios, latas de refrigerantes amassadas e pacotes de bolacha abertos; comida e caroços de frutas esparramados pelo chão. Desordem geral.

Assim que o intruso percebeu a chegada do morador, num pulo só, saltou pela janela e desapareceu.

O Senhor João está apavorado, pois, apesar da rapidez e agilidade do indivíduo, conseguiu vê-lo e afirma nunca ter visto nada igual. Fiquem atentos e denunciem no "190", caso tomem conhecimento do seu paradeiro.

O safado é afro-descendente, tem uma perna só, fuma cachimbo e usa gorrinho vermelho na cabeça.

Obrigado pela atenção e, agora, fiquem novamente com a programação musical da "Rádio Nacional".

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Chapeuzinho Vermelho - Maura Fernandes







Chapeuzinho Vermelho

Maura Fernandes


Havia na roça uma senhora, por nome Didinha. Esta senhora tinha uma filha de nome Belabela.

A garota era muito peralta, gostava de deixar a mãe nervosa e preocupada, como se não tivesse nada a fazer. Como por exemplo, fugir, e se esconder longe para assustar a pobre da Didinha. Certa vez a mãe fez um bolo de aipim, e quis dividir com a irmã que morava no mesmo lugar, só que do outro lado do rio. Chamou Belabela, e falou; será que dava para você fazer esta proeza? Mas, vá pelo caminho certo, mas pra chegar na casa da tia dela, teria que atravessar o rio de canoa.

E a menina, disse; é pra já mami! Pegou o pacote que estava embrulhado o bolo, e lá se foi, cantarolando. Lálalalalalala...

Chegando a beira do rio apareceu um moleque, que a chamou para brincar.

E ela não deixou por menos. Danou a brincar com o tal moleque, e esqueceu a tia, e também da encomenda. Olha! Naquelas bandas perto do rio, sempre aparecia um macaco que pegava tudo que via. E não deu outra! O bolo estava apetitoso cheirava longe viu? O espertalhão do bicho pegou o petisco, e inhaque, e papou tudo deixando só os papéis que embrulhava o delicioso bolo, que a mãe tinha feito com tanto capricho. A Belabela só voltou pra casa depois de 3 dias,chorosa pelo acontecido,mas, se dizendo muito feliz pela companhia daquele moleque, por nome Zulu, que jamais o esquecerá. Será uma passagem inesquecida na sua vida.

Mami! Estou super feliz, faça outro bolo que irei deixar a minha adorada tia, com muito prazer...

Entrou por perna de pinto, saiu por perna de pato, me mandou o senhor rei, que se contasse mais quatro.

AS DUAS IRMÃS - Maura Fernandes



AS DUAS IRMÃS
Maura Fernandes




Astrogilda tem uma irmãzinha de nome Boloformina. Ambas são muito unidas. Astrogilda por ter mais idade, sai muito com as amigas, e agora que já está namorando... Torna-se mais difícil a companhia da irmã. Tudo que ela visita durante os passeios conta para a irmã, com todos os detalhes.
Outro dia a Astrogilda, saiu com o namorado e não deu tempo de prestar atenção as coisas que se passavam ao seu lado. E falou consigo mesma. E agora, que farei? Vou ter que inventar alguma coisa, pra falar a essa pequerrucha. E assim fez.
E a irmã que não era muito calma, e já estava cansada de tanto esperar,
Ao ouvir os passos da Astrogilda, foi logo se levantando e falando, hoje você tem muito mais coisas pra contar, em? Por que demorou tanto? E a irmã sem saber o que falar, inventou.
Menina! Chegou um circo na cidade, que é uma coisa de louco. A Boloformina muito curiosa pra saber do que se tratava, espevitada gritou,fala logo. Conta.
E a irmã começou; no circo tem uns personagens tão fantásticos, que só vendo.
E a irmã grita, vai fala como é! Então ela começou. O dono do circo arranca a cabeça de uma das moças que trabalha no circo, e coloca sobre uma mesa, no gargalho de uma garrafa, e a cabeça, fala, canta, e ainda conhece as pessoas da platéia. Fiquei extasiada. Tive medo, mas fiquei satisfeita em ver aquela cena muito interessante, mesmo. A Boloformina, também muito curiosa, falou há, eu também quero ver! Eu quero. É tudo muito maravilhoso isso.
Astrogilda, sem saber sair daquela peça que pregou, exclamou para a irmã. Como o circo vai demorar na cidade, na próxima semana te levarei para você
Ver. Ok? Mas antes da semana prevista para irmos ao tal circo de mentirinha, a família viajou de férias para o nordeste. Uffaaaaaaaaaaaaaaa. E a minha irmã esqueceu no circo, nunca mais falou sobre...
E Astrogilda, salvou-se dessa. E muito constrangida agradeceu a seu anjo de guarda. E disse; só você poderia fazer isso por mim.
Beijão no coração
Um conselho! Nunca mintam nem inventem histórias malfadadas

A MENINA ESPOLETA - Maura Fernandes



A MENINA ESPOLETA


(Lilica)

Havia lá no interior do RN, onde sabão não lava, e Judas perdeu as botas, uma fazenda por nome: São Pedro. Nesta fazenda havia muita alegria e paz.

Seus proprietários eram muito alegres e felizes. Senhor Johan e Donatila. Ele marinheiro, ela Comerciante e fazendeiros. Uma família grande 12 filhos legítimos, e mais oito sobrinhos que ela tomava conta; fora as crianças, filhos dos colonos que também eram tidos como da família. Ali naquela casa enorme, nasceu uma princesinha, a filha caçula à Liboânia, que a apelidaram de Lilica.

Está menina, deu o que fazer nesta fazenda. Pra começar, todos os filhos, nenhum teve o privilegio de ser amamentado mais de três meses; ela foi amamentada seis meses!

Era gorduchinha linda e bonitinha! Com um ano de idade começou a aprontar suas artimanhas e peraltice. As Amas já sentiam diferencia dela, com as outras crianças. Ao engatinhar já entrava na bodega e derramava os cereais no chão, farinha, açúcar, feijão, milho, goma de tapioca, e misturava tudo e gritava como se estivesse alguém mexendo com ela. Como em volta da casa tinha muitos pés de cajueiros, junta muitas abelhas, pois é, as abelhas fizeram um favo dentro da loja. E a Lilica via tudo o que agente não via, e deparou-se com as abelhas, e lá ficou brincando e ninguém sabia onde ela estava, pensavam que ela estava dormindo porque estava um silencio!...

Quando a moça que cuidava dela, viu a cena ficou estarrecida.

Não sabia se gritava ou se chorava, e a Lilica coberta pelas abelhas. Deu o que fazer para tirá-la de lá! Foi

uma novela neste dia. Outra vez já grandinha, enfiou-se debaixo da saia da avó pra não apanhar; porque os irmãos todos já tinham tomado uma sova por causa de mal feito. Ela livrou-se.

E quanto mais ela crescia mais peraltice fazia. Os Colonos tinham mania de ficar em baixo do alpendre a noite contando histórias de Troncoso, cada um que contasse a sua. E em frente do sitio, aparecia um fantasma assim falavam eles! Mas eles mesmos nunca viram; e a Lilica via e avisava, lá vem o foguinho! E todos corriam porque era verdade. O fogo envolvia todos. Começava parecendo um cigarro e quando se aproximava era uma tocha grande. Ela ainda se lembra como se fosse hoje. E nos açude? Pintava e bordava, nunca vi tanta energia! No canavial tinha um moedor de cana, onde todos os dias os Colonos espremiam montão de canas fazendo garapa para as pessoas que visitavam a fazenda e fazer ração para os animais que havia lá.

Sabe o que ela fez desta vez? Enquanto o Colono saiu um pouquinho, ela aproximou-se da vasilha que juntava a garapa, e virou em cima do povo que lá estavam esperando com tanta ansiedade porque era uma gostosura. Uns falavam ou menina danada!

Ela nem ligava parecia uma espoleta. Certo dia ela sumiu na hora do almoço,

Aí ela já estava com seis anos. Ninguém a viu sair o sol, ardente pôs os chinelinhos e lá se foi.
Quem iria imaginar que ela fosse capaz de fazer aquela proeza? Então os trabalhadores tinham terminado de colher as palhas retiradas dos coqueiros, juntaram todas num lugar cortaram as partes das catembas, e foram para o almoço; a pequerrucha era magricela, as canelas de maçarico,mas tinha uma força... Carregou uma das catembas, e fez um escorregador e foi brincar no açude. Vê se pode? Mas ela pôde. Kkkkkk

Ela era medoinha mas... todos a adoravam. Nesta fazenda não tinha quem não gostasse desta espoletinha. Até os animais a compreendiam as vacas comiam perto dela como se ela fosse bezerro. E as galinhas? Faziam a festa porque ela adorava distribuir o milho pra elas, guinés, peru, pavão.etc. Sabe também uma coisa que ela gostava de fazer era montar nos cavalos e nos burros, nesta o cuidado era dobrado pois tinham medo que ela caísse. E a maioria dos cavalos e burros era bravos mesmo, nem os colonos conseguiam montá-los.

A Lilica era muito esperta, era como se fala hoje, um fenômeno. Não acham? Olha! Gente, o que acontecia naquela fazenda de coisas invisíveis era demais. O negócio é que ainda quase ninguém falava em coisas sobrenaturais. E ela via até conversava, as Amas viam ela conversando sozinha e brigava com alguém que elas não estavam vendo. Até os pescadores presenteavam porque eles perguntavam se a pescaria ia ser boa, e ela dava o palpite dela e acertava. Como se diz hoje era uma garota prodígio.

Mas, como tudo que temos, um dia vai embora, é como se fosse uma experiência em nossas vidas. A fazenda foi a falência os animais sumiram, os pais também se foram e nada mais resta desta fazenda.

Resta! Somente muitas lembranças boas. E saudade de montão!

Os manos e as manas, uns também se foram mais ainda existem alguns para contar a história.

Entra por perna de boi,
E sai por perna de pau.
O senhor falou pra mim
Pode servir o mingau...

FRANCO ALVES - Cantor, compositor, escritor e poeta


Franco Alves
Franco Alves ( São Paulo, 6 de fevereiro de 1960 ) é um cantor e compositor brasileiro do gênero forró eletrônico.

Franco Alves iniciou sua carreira musical em 2000 ao vencer o concurso do Coral da Usp(Universidade de São Paulo ). Desde então, começou a participar de festivais, tornando-se "compositor". Chegou a ser finalista e vencedor de um destes festivais com a canção Homem de Brio. Foi produzido por Carlinhos Borba Gato, produtor, vencedor do Prêmio Tim 2004.

Discografia
Homem de Brio (2000)
Mãe rainha (2005)
To-a-toa (2006)

Escritor e frequentador de nossas Oficinas de Textos, Franco acompanha o ICAL em eventos culturais onde se apresenta com suas canções contagiantes.


Visitem o blog dele: http://francoalves.blogspot.com/

Franco Alves cantando Tô à Toa - música de sua autoria - da trilha sonora do filme "O Trôco" um curta da Petrobrás.  Com esta música Franco ganhou Melhor Trilha.




Franco Alves cantando Cowboy Apaixonado - de sua autoria.

 
  Franco Alves - Só Alegria - música de sua autoria.  

 
  Franco Alves cantando Você não vale nada.

 
  Franco Alves cantando Morena Tropicana

 
 
  Ele também é autor música para  peças teatrais:
 
Tem Coelhada no Jantar agora  -  ano 2010
A peça infantil produzida e dirigida por Leci Rech reestreia agora no Teatro Plínio Marcos, no dia 07 de março deste ano.
Com a atriz-cantora Juliana Rech e elenco:Charlene Chagas, Ivo Tirone, Wagner Galindo, Aline Fernanda, Adriano Vieira, Nayara Sayuri e o músico Rodrigo Galindo.
Compositores: Lucemir e Franco Alves.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Lilica - Noemi Carvalho



LILICA

Lilica era uma menina esperta inteligente e tinha oito anos de idade.Era a alegria da casa e brincava de correr e puxar o rabo do cachorrinho TOGO seu bichinho de estimação.Os dois rolavam no gramado da casa onde morava com a família na fazenda São José.Quando se cansava logo arrumava outra brincadeira.Subia nas árvores e comia fruta no pé.A que ela mais gostava era amora gordinha de cor vermelho roxo.O cachorrinho latia olhando para cima e Lilica jogava amoras fresquinhas para ele.

Os avós da menina sempre iam à fazenda. Uma dia a vovó Laura deu uma cestinha e pediu que Lilica enchesse de amoras bem maduras.A menina ficou curiosa com a novidade.Vovó de avental de cozinheira,colocou um em Lilica e colocaram as amoras lavadinhas na panela.Depois foi a vez do açúcar.E com uma boa colher de pau vovó ia mexendo o doce,com Lilica ao lado em pé em cima dum banquinho.Os olhos dela pareciam outra frutinha a jaboticaba de tão brilhantes e extasiados.

Enfim o doce ficou pronto e chegou a hora do lanche.

À mesa estavam os avós ,os pais e irmãos de Lilica.Para fazer-lhe companhia naquele dia ela convidou Zélia e Zilda coleguinhas da escola que moravam ali perto e adoravam brincar na fazenda.

O lanche terminou.Comeram os pãezinhos delicia com geléia de amoras que a vovó fez.

Era hora de outra brincadeira.Lilica teve uma idéia. E se todos fossem ao regato que ficava na baixada do quintal e lá molhassem as mãos na água limpinha e sentassem nas pedras enquanto o vovô Felicio contasse uma história.

E foi o que aconteceu.

Vovó Felicio lembrou-se do Chapeuzinho Vermelho que levava pães bolos e doces com geléia para a vovozinha e foi atacada pelo lobo que morava ali na mata em volta do regato.E um caçador que passava na estrada que levava à fazenda onde Lilica morava escutou o pedido de socorro de Chapeuzinho Vermelho e salvou-a.

Lilica ficou muito pensativa pois não sabia que morava num lugar que era cenário de uma história tão interessante e que acontecera ali pertinho dela.

Todos voltaram para casa e Lilica se despediu das amiguinhas e muito feliz sentou no colo do vovô pedindo mais histórias.

E é claro que vovô contou até Lilica adormecer.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Querido Papai Noel - Hirtis Lazarin

QUERIDO PAPAI NOEL

Hirtis Lazarin


Eu sou a Bia.
Queria muito neste Natal ganhar um notebook cor-de-rosa, igualzinho ao que minha amiguinha Lena ganhou no aniversário dela.
Sabe Papai Noel, nem sei se eu mereço esse presente porque desobedeci minha mãe várias vezes e briguei muito com meu irmão. Ele é muito chato e quer controlar tudo o que eu faço só porque é mais velho que eu.
Eu prometo, Papai Noel, que vou melhorar e ficar mais boazinha.
Você já tem computador?
No ano que vem vou mandar minha cartinha pro seu email. E não se esqueça de deixar seu email escrito num papelzinho junto do meu presente.
Um beijão Papai Noel.

O cãozinho de sete vidas - Franco Alves





O cãozinho de sete vidas
Franco Alves

Já escurecia prenunciando o início de uma noite chuvosa, as portas da loja já começavam a se fechar dando por findo mais um dia de trabalho , quando se ouviu uma buzina uma freada e logo em seguida um estrondo, logo se via um cachorro estirado no asfalto, encharcado e totalmente imóvel ele não emitira um latido sequer e todos acharam que o pobre vira-lata tivesse chegado ao final de sua “ vida de cachorro ”, o empurraram para o meio fio e logo alguém apareceu com um saco e uma pá cuidando para que o cãozinho fosse ensacado antes de ser levado pelo caminhão de lixo.

O menino acompanhava a tudo com um olhar que misturava comiseração e curiosidade,será que o bichinho estava mesmo sem vida ?... e se estivesse vivo?... a dúvida o tomou de assalto.

Resolveu esperar que todos os adultos fossem embora e tratou de tirar o pobre cachorrinho de sua mortalha, o colocou dentro de uma caixa vazia de maçãs, e preocupado com seus ferimentos foi até sua casa pegou dois comprimidos de Melhoral, amassou-os em um pouco de agua e passou em seus feridas, deixou um copo de leite ao lado do bichinho,e o levou escondido para dentro da loja de seu pai indo depois dormir.

No outro dia ao abrir o estabelecimento seu pai teve uma surpresa, encontrou um cachorrinho todo machucado, mas vivo e com marcas de recuperação, lembrou da noite anterior .. do cãozinho atropelado,e disse - ué... mas ele não tinha morrido ?.. e logo alguém exclamou – é... não é só o gato que tem sete vidas !!

O menino assistia a tudo com um sorriso maroto e um olhar repleto da mais pura felicidade.