BLOG NOVO: CONTOS DO ICAL

segunda-feira, 29 de abril de 2013

OLHA O FEIRANTE AÍ, GENTE! - Carmen Lucia Raso



OLHA O FEIRANTE AÍ, GENTE!
Carmen Lucia Raso

-Ovo e uva boas! Gritava o garoto da banca da feira.

-Olha o caqui, o mais barato e bonito é aqui!

Todos gostavam dele e a banca dos pais era sempre repleta de gente comprando.

O tempo foi passando e o garoto cresceu, era maior de idade e ficava mais astuto ao lidar com o freguês:

-Leva a banana, casal japonês!

-Lindo menino, fala pra mãe levar pepino. O seu nome é Nino?

-Melancia, quem leva fica com a pele macia e os tomates são de bacia! Podem levar!

Todos que passavam riam, paravam e compravam só pra escutar aquele jovem tão brincalhão e feliz. Ajudava os pais durante o dia e estudava á noite, mal tinha tempo de se alimentar e dormir, mas era feliz.

Seu maior desejo era terminar a faculdade e ter um estabelecimento mais lucrativo, tanto pra ele como para seus pais.

Era uma luta, a sua labuta. Havia dias que dormia sentado de tão cansado e o tempo tinha passado. Estudava, trabalhava pra um dia ser vitorioso, virar empresário, dono do próprio negócio e sem ócio.

Este menino venceu, conhecido e amado por muitos virou um homem de respeito, sem orgulho no peito, não perdeu a marotice em seu jeito.

Marina, da orla marítima - Carmen Lucia Raso




MARINA, DA ORLA MARÍTIMA
Carmen Lucia Raso


Marina, moça bonita, mora na orla marítima com sua família, gosta de se pintar como as moças das revistas.
O seu sonho é morar na grande cidade, sonhava acordada com o sonho de ser notada pela sua beleza e morenice.

Todos os dias esperava seu pai que voltava do alto-mar trazendo barco cheio de peixes pra vender no mercado e fartar o almoço e o jantar, até um dia em que sentada na areia olhando o nada e sonhando seu sonho viu um homem alto, de pele lisa e cabelos bonitos como nunca vira ninguém.

Ele lhe convidou a tirar fotos pois nunca vira menina moça tão linda em sua beleza natural e Marina vislumbrou a fama, ficou famosa e se tornou estrela em alguns segundos.

Marina sentiu tão forte o “tum-tum” do seu coração que não acreditava no que estava acontecendo, pois tanto sonhou e sonhou que isto seria verdade ou estaria sonhando ainda?

O pai da menina chegou sorrindo prá filha. Despejou os peixes no velho isopor e rumaram para casa que era apertada, pequena e toda arrumada. A mãe recebeu a todos com seu sorriso e foi perguntando quem era o moço que não conhecia.

Marina mais que depressa se apressou em dizer que era seu sonho dando certo e que poderiam se entender e ela poderia ganhar bem e poderia ajudar a família e poderia chegar a cidade grande e ficar famosa.
O homem garantiu aos pais que cuidaria da menina, de seu irmão que ia junto, de sua carreira e sempre que pudessem voltariam a visitá-los.

Marina, linda menina, foi aprovada em todos os testes e ficou famosa no campo da moda fazendo desfiles e tirando fotos pelo Brasil e pelo mundo.

Estudou, cuidou dos irmãos e dos pais e seguiu em frente e era admirada e querida por toda a gente.
Ficou formosa, famosa, talentosa e maravilhosa.

Festa de aniversário da Rosa Vermelha - Jorge da Paixão





Festa de aniversário da Rosa Vermelha
Jorge da Paixão

O jardim estava todo enfeitado e perfumado para comemorar no dia da primavera o aniversário da Rosa Vermelha.

Os comes e bebes estavam sendo agilizados sendo a Abelha responsável pelos doces e salgados , o Besouro pelas bebidas, o Lagarto pela decoração e o Camaleão pela segurança. A orquestra formada de músicos profissionais, tais com: O sabiá, o Canário Amarelo, o Rouxinol, o Bem-te-vi, o Cardeal e o  Grilo no contrabaixo. Todos na expectativa aguardando a presença dos cantores Uirapuru e a Cigarra para animação da festa.

O Anfitrião todo animado recepcionando a todos com um beijinho cortês era o Beija-flor.

Na noite badalada no jardim começaram a chegar os convidados elegantemente trajados : A rosa Amarela, a Rosa Branca, a Rosa cor de Rosa, a Dália, a Violeta, o Cravo todo metido a conquistador, o jasmim meio afobado porque ele é apaixonado pela Rosa Vermelha e ela ainda não sabe !

 Chegou também o Vaga-lume com uma  tatuagem nas costas de braço dado com a Formiga cumprimentando todo mundo com o seu pisca-pisca. Até o poeta foi convidado mas, quando chegou a festa já tinha acabado !

Meia noite em ponto começou a festa, todos dançavam animados ao ritmo da  orquestra Laviolense com a harmonia da dupla dos cantores que cantavam assim: 

Minha saracura, minha zabelê, toda de manhã estou sonhando com você, se você duvida vou sonhar prá você ver, se você duvida vou sonhar prá você ver...
A noite estava muito linda com o brilho das estrelas enfeitando o luar de esperanças e uma brisa suave envolvendo o ambiente com o aroma romântico do perfume das flores foi quando o Jasmim se aproximou da Rosa Vermelha e sussurrou no seu ouvido: Eu ti amo!

O melhor presente de aniversário que ela recebeu foi essa declaração de amor!

O ALFAIATE - Carmen Lucia Raso


 


O ALFAIATE
Carmen Lucia Raso

Ele estava sentado sobre um tapete estendido na grama do seu quintal.

Fizera muito frio a noite e dentro de casa não estava nada quente. Precisava se aquecer.

O trabalho dependia de suas mãos e os dedos estavam esticados e duros. 

Pegou uma caneca de café preto, como era de costume e foi tomando golinhos até o final.

Seu pequeno basset pretinho, que não era nada agitado deitou-se ao seu lado comendo um biscoito canino. Deliciavam-se cada um com seu pré-desjejum e Pedro pensava em como fora sua vida até então, não fora nada fácil.

Homem sério, responsável e justo gostava do que fazia e agora com idade avançada, filhos formados, já tinha até netos e morava naquela casa que construíra com agulhas, máquina e dedal.

Sua mulher gritou da janela: -“Venha Pedro, o café está na mesa!” meio exclamando e meio mandando.

Levantando-se, o homem  foi para a copa tomar seu café nada completo, com frutas,cereais, pães, queijos, frios e café com leite e para completar, como sempre, o casal discursava sobre a família, compras, o trabalho e quem viria para o almoço.

Terminado o desjejum Pedro dirigiu-se à sua sala. Ele tinha de entregar um terno ainda naquele dia, o empresário vinha buscá-lo para levar a uma viagem de negócios.

Terminou seu trabalho nada minucioso e como de costume pendurou no cabide personalizado que de praxe dava aos clientes.

Feliz da vida por terminar mais uma tarefa, coçou a cabeça calva, deslizou os dedos sobre o farto bigode e pensou: “-Minha vida não foi nada fácil, mas tudo vale a pena “ “-Minha mulher não é nada calma, mas é a minha companheira!” e ainda: “-Meus filhos e meus netos são o prêmio que recebi do Universo”.

Homenagem ao meu querido e ido sogro.

sábado, 27 de abril de 2013

CALENDÁRIO DE ANIVERSÁRIOS ICAL

NOME
ANIVERS.
Eliana Dau Pelloni
13/01
Suzana da Cunha Lima
23/01
Jorge da paixão Pinheiro
22/03
Dinah Ribeiro de Amorim
02/04
Noemia Iasz de Miranda
19/04
Hirtis M. T. Lazarin
27/05
Carmen Lucia Raso
25/07
Ana Maria Maruggi
26/07
Maria Cecilia R. Furia
21/09
Jany Patricio Rodrigues
06/10
Aparecida F. Bianchini
14/10
Ilka de Andrade C. da Silva
13/11
Dinah Choichit
11/12
Patricia Iasz de Miranda
17/12

Noemia Iasz de Miranda - Parabéns pelo aniversário!

NOEMIA IASZ DE MIRANDA

Felicidade e muita saúde!
É o que desejamos para você.

Dinah Ribeiro Amorim - Felicidade !!

DINAH RIBEIRO AMORIM

Pela passagem de seu aniversário, desejamos felicidade e saúde para você!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

MARIA ALICE - Hirtis Lazarin



MARIA  ALICE
Hirtis Lazarin

        

           Ao sairmos do útero materno, entramos  "de cabeça" neste mundo de Deus.  Ai de quem tenta chegar pelos pés!  Acaba entalado e chega errado.  Começar do jeito certo já é complicado neste mundo cheio de teias, tramas, aranhas.  O caminho a percorrer é um labirinto.
           E assim

                          Na ciranda da vida
                          Tudo passa.  Tem de passar
                           Até quando?  Eu não sei
                           Vou viver.  Vou rodar...

           A vida de Maria Alice não tem sido nada fácil de uns tempos pra cá.  Faltam-lhe dinheiro e saúde.  Mas o golpe maior veio do seu filho, a pessoa que mais amou.

                              Decepção, humilhação
                              Vieram juntas
                               De sopetão.

          
   Maria Alice desmoronou.  Foi-se retraindo, se escondendo, fugindo de todos, fugindo da vida.

                                Sentia-se pequenina
                                Abandonada
                                Sofrida
                                Perdida.

           Era uma" formiguinha" que de ágil virou frágil.
                                 Vida calada, desbotada, magoada.
          Maria Alice não mais comia e pouco dormia. 
          Aquela noite fora diferente.
          A "formiguinha" virou, revirou e
                                                                   na falta de calor
                                                                    na falta de amor
                                                                    na falta de abraço
                                                                    apagou de cansaço.

          "
Maria Alice-formiga" desvencilhou-se do cobertor pesado e saiu da cama de mansinho.  Pela janela entreaberta entrou um vento frio que ela nem viu.   Sentiu medo, arrepio.  Foi por ele arrastada léguas mil.
            Viaja num trem-bala e num jardim imenso que fala, ela se instala.
            "Maria Alice-formiga" tira os pés do chão, entra no mundo da imaginação.
 

                                    No céu azul bem azulado
                                    Navega sozinha uma nuvem balão
                                    A lua toda lisonjeada
                                    Lumia o pacotinho de algodão.

            O beija-flor assanhado beija rosa

                                                       beija cravo
                                                       beija jasmim
                                                       que tem pétalas de cetim.
                                                                                      A joaninha orgulhosa
                                                                                      mostra o que mais gosta
                                                                                      bolinhas pintadas pretas
                                                                                      no vermelho de suas costas.
   Borboletas bailarinas elegantes
   bailam no ar, provocam amores
   azuis, amarelas, brancas, estonteantes
   beliscam de levinho as flores.

            "Maria Alice-formiga" esfrega os olhos.  Nem acredita no que vê.  Mas ali tudo é real, é concreto, é pra crer.
              Vejam só o que aconteceu: a borboleta violeta contou à rosa sua paixão.  A flor que era branca, avermelhou de emoção. O romance foi só explosão!
              Sem mais nem menos, a borboleta sumiu.  Ninguém sabe, ninguém viu.
              A rosa de saudade suspirava, chorava... e aos poucos" despetalava".
              Eis que a fugitiva apareceu.  De trás da palmeira chegou cheia de ciúmes.  Sofreu:
             __" Vi o vento tocando suas pétalas, o zangão cochichando ao seu ouvido.  Vi o besouro atrapalhado cortejá-la e o sereno da noite com gotinhas acariciá-la".

 

             De repente lá bem longe

                                                         cores surgem além da serra
                                                         E o sol começa a despertar
                                                        "Maria Alice-formiga" com cheiro da terra
                                                          Sabe que é hora de acordar.

                                               Quando nada mais lhe resta
                                                Descobre neste imenso planeta
                                                Onde a vida é sempre uma festa.

              
E lá no quarto escuro Maria Alice nunca mais acordou...

             

 
              A flor que era branca, avermelhou de emoção
             
                                                                

A Jeguinha Princesa - Jorge da Paixão



A  Jeguinha Princesa
Jorge da Paixão

Seu Manuel é um humilde lavrador, casado com Dona Tiririca  ha mais de trinta anos, e vivem felizes lá em sua choupana de  sapé toda enfeitada de flores. Os seus filhos já estão criados e emigraram para outras bandas ha muito tempo, tem um que foi morar até na Inglaterra!

Sua rocinha lá nas margens do Rio Timbó, produz muito legumes, verduras e frutas, que todo dia de sábado ele leva para vender  na cidade  Pé de Rosca, a 6 km de distancia.

Seu Manuel sela o seu cavalo Chorão e leva de companhia uma Jeguinha que ele cria desde que nasceu cuja mãe morreu  atropelada por uma carreta que carregada de batatas, e ela ficou só,  com 5 dias de nascida. Seu Manuel coloca uma cangalhinha que  mandou fazer para ela, com duas cestas, que ele enche de verduras para vender lá em Pé de Rosca.

A parada que seu Manuel faz para vender os seus produtos fica  em frente da pastelaria do Sr. Sato um japonês muito educado que já virou brasileiro também, pois já tem até bisneto nascido no Brasil.

Seu Manuel gosta muito da Princesa como se fosse filha, ele faz tudo para lhe agradar.

Quando acaba o movimento da feira o Seu Manuel vai lá para a pastelaria do Sr. Sato e leva a princesa pelo cabresto, onde toma  seus costumeiros pileques, fala de politica, esporte, religião etc. E depois compra pasteis para a Princesa comer. A princesa adora comer pasteis principalmente o de queijo. (ela deixa de comer o melhor capim que existir para comer pastel). Quando acabam os pasteis ela rincha pedindo mais, seu rinchado parece que esta falando, ela então diz assim:

Meu querido papai Manuel
Gosto muito de você,
Por favor, compre mais pastel.
Para eu poder comer.

O Seu Manuel já pediu para o Sr. Sato uma receita de como fazer pastel, e Dona Tiririca vai fazer para a princesa comer, pois ela não quer mais saber de comer capim.

terça-feira, 23 de abril de 2013

LITOTE - Hirtis Lazarin

 


 LITOTE 
Hirtis Lazarin

 Depois de quinze anos, está pronto pra nascer o quarto filho do casal "Fernandes".  É o tal do "temporão".
          Os três filhos, já bem crescidos, não acham nada divertida a chegada de mais um morador naquela casa onde não cabe direito nem quem já mora lá.
           Dona Joana tem a idéia não tão feliz  de dar a eles a incumbência de escolher o nome.  Foi o jeito que arrumou pra tentar afastar o sentimento de rejeição.
           Na saleta de T.V., portas fechadas, reúnem-se eles não do jeito fraternal e amigável que a situação exige.
           Enquanto isso lá na cozinha, Dona Joana prepara o jantar.  Ouve berros, xingamentos, cadeiras caindo...
           Depois de horas tantas, entre tapas e beijos, olho roxo, cabelos arrancados, sai a decisão:
                                                  
                                                    Nomes tem de montão
                                                    Sortear um foi a solução
                                                    "LITOTE" é o nome do nosso irmão.
             
           A mãe ri achando que os filhos brincam com as palavras.  Mas diante da seriedade que vê estampada no rosto deles, sabe que a coisa não está pra brincadeira.  Será que seus filhos não estão com o juízo perfeito?
            O sorriso amarelo, a voz embargada e os olhos lacrimejantes de Dona Joana mostram a satisfação que não sente, a mais pura decepção.

                                            Litote nasceu de cabelo vermelho
                                            Pintadinho que nem ovo  de tico-tico
                                            Cresceu num salto de coelho
                                            Dando nó até em pinico.
                                                               
                                                                                Não é bobo
                                                                                Feio também não é
                                                                                É o avesso do avesso
                                                                                Mas adora cafuné.

É ligeiro, é safado
Espevitado como ele só
Descuidar de LITOTE é arriscado
Na sua cabeça ele dá nó.

                                                                       Põe fogo no rabo do gato
                                                                       De branco pinta o louro Zé
                                                                       Do pai esconde o sapato
                                                                       Chama o irmão de chulé
                                                                        LITOTE nunca paga o pato
                                                                        Põe dúvida em quem tem fé.

Esse menino não é diferente
Esconde até certa amargura
LITOTE não é nome de gente
E sua moeda é a travessura.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Passeio no sítio - Jany Patricio


Passeio no sítio 
Jany Patricio                         
                                              

         João percorria a estrada de terra que o levaria ao Sítio São Benedito. Havia chovido no dia anterior, e o caminho não se mostrava fácil para o seu cavalo, Maroto, que se esforçava para não escorregar. Procuravam desviar dos atoleiros.

         Por sorte, o dia estava ensolarado.

         Ao aproximar-se do rancho, sentiu o aroma delicioso do almoço. Frango com quiabo, polenta, tutu de feijão. Os cheiros se misturavam, aguçando ainda mais o seu apetite, que não era pequeno, depois de horas de cavalgada.

         Ao chegar, desceu do seu cavalo e o entregou a Jeremias, um ajudante do sítio, que o levou para beber água e ser alimentado.

         No seu alforje, João trazia brinquedos e guloseimas.

         Ao avista-lo, a criançada, que traquinava pelo quintal, correu ao seu encontro.
         Com satisfação ele entregou os presentes para os sobrinhos que pulavam de alegria e deixou os doces para depois do almoço.

         Sua irmã, Maria Clara, veio abraça-lo e entraram no rancho. O cheiro do fogão à lenha  envolvia o ambiente, cuja mobília era rústica e os enfeites singelos.

         Com os seus cabelos grisalhos e olhar bondoso, Francisca abraçou o filho que há meses não via. Em seguida, chegou seu cunhado, Orlando, da lida na roça, e o cumprimentou um firme aperto de mão, que não era fraco.

         João, que estava com uma fome de leão, finalmente pode saborear aqueles quitutes.
         Sentia o seu coração pleno de alegria e aconchego.

         Trouxe notícias da cidade, da sua mulher Ângela, professora primária, e dos seus filhos, Pedro e Joana que já estavam aprendendo a ler.

         Depois foi passear pelo sítio e chamou as crianças para um banho de cachoeira.

         Voltaram ao cair da tarde. 

         Os raios de sol cintilavam no horizonte, quando as primeiras estrelas fulguraram no céu. Era noite de São João!

         Acenderam uma fogueira. Estalos, labaredas! Crianças correndo, quentão, bolo de milho, pinhão, batata doce, bandeirolas! Gente dançando ao som da sanfona e trovador!

         O céu, forrado de estrelas, assistia a festança, que não terminou cedo.
         João acordou com o aroma do café acariciando seu rosto.

         Era domingo, dia de missa. Tomaram café e foram para a igreja rezar.

         No almoço, leitão à pururuca. Doce de mamão verde ralado e um cafezinho para arrematar.

         Estava na hora de voltar. Depois de abraços de despedida, lágrimas de dona Francisca, João retornou para estrada, com seu amigo, Maroto.

         No canto do olho uma lágrima, uma saudade: seu pai.





           
            

domingo, 21 de abril de 2013

Peruíbe sob o sol de outono.


Com a excelente acolhida da nossa amiga Cida Bianchini, fizemos um passeio muito agradável neste final de semana, e fomos premiadas com o sol morno e a brisa suave.
Agradecemos a Cida e sua irmã Eliana que nos receberam com tanto carinho!









segunda-feira, 15 de abril de 2013

ORAÇÃO EM MEIO AO PERIGO! - Dinah Ribeiro de Amorim




ORAÇÃO EM MEIO AO PERIGO!
Dinah Ribeiro de Amorim

  “Minh’alma aflita afasta d’água os olhos cheios,  e olha acima à busca do Senhor!
  Inimigos à direita e à esquerda, acima e abaixo  buscam reduzir-me a pó d’estrada.

  Não tenho mais p’ra onde fugir!

  Lanço coração pr’o alto e rogo ao Senhor: “Vós que dissestes: Mil cairão ao teu lado e dez mil à tua direita, mas tu não serás  atingido! Socorreis-me agora!”

  Ventos virão d’oeste em direção ao leste, varrerão nações p’ra debaixo da terra mas nós confiamos em Vós Senhor.

  Fecharemos portas e janelas, acenderemos candeeiros em meio à escuridão, cantaremos hinos de louvores, renderemos graças ao Vosso poder e magnitude, Senhor!

”Amém.

CONVERSANDO NOVAMENTE COM DEUS! - Dinah Ribeiro de Amorim




CONVERSANDO NOVAMENTE COM DEUS!
Dinah Ribeiro de Amorim

  “Pai nosso que estais nos céus”, nesse céu maravilhoso que contemplo sentada em minha sala, admirando um lindo pôr do sol! Um céu cheio de cores: dourado, cinza, rosa, azul claro e escuro, vermelho forte ao se despedir  o dia, dia que criastes, e chegar a noite.

“Bendito seja o Vosso nome”,   o nome que usais em qualquer canto deste universo, por aquele que o louva, bendiz e agradece! Minh’alma se engrandece quando o louvamos Senhor!

“Venha a nós o Vosso reino!” Esse reino perfeito que nos prometestes através das palavras do Vosso santo filho Jesus: “iria, mas guardaria lugar junto a Vós, Senhor!”

“Seja feita a Vossa vontade assim na terra como no céu!” Que os homens sigam os Vossos ensinamentos, colocando no coração um pouco de Jesus, Senhor, desejando união, paz, prosperidade, amor ao próximo, ao invés das notícias ruins que cada vez ouvimos mais nesta terra que criastes. Afasta de nós toda violência, toda ameaça de uma 3ª guerra mundial, dais-nos a vossa paz!

“O pão nosso de cada dia, dai-nos hoje, Senhor!” Auxilia-nos a dividir melhor o pão, matar a sede e a fome dos países pobres, acabar a ganância e a corrupção entre os homens, a ser solidário com quem sofre dores, acidentes, catástrofes, maldições. Difícil viver sem teto, sem pão, sem chão!

“Perdoai as nossas ofensas!” Os erros que cometemos, as nossas fraquezas. Somos seres imperfeitos diante de vossa magnitude, compadecei-Vos de nós, auxiliai-nos, perdoai-nos! Dais-nos entendimento e compreensão diante das angústias e problemas deste mundo; a Vossa sabedoria e a Vossa técnica; revelais-vos mais a nós, principalmente àqueles que não têm fé. Dais-nos a prova de Vossa existência como destes várias vezes em que precisei de vosso auxílio!

“Assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido!” Que difícil, Pai, perdoar inimigos! Esquecer mágoas e ofensas sofridas, tratar todos como irmãos, se nos causaram algum mal! Aproximais de nós, abrandais nossos corações, limpais-nos de toda dor, raiva, ódio, vingança, dais-nos a vossa paz, a Vossa alegria, o Vosso perdão para que consigamos perdoar quem nos tenha atingido.

“Não nos deixeis  cair em tentação”! ”Livrai-nos do mal!  Amém” Que os ambientes e as conversas maliciosas sejam de nós afastadas; momentos perigosos e tentações que o mundo oferece! Não nos causam prazer, mas insatisfações, vícios, doenças, maldições e mortes. Calais em nós a palavra ferina, as ocasiões de mal, a malignidade existente nos ares, esperando para matar, roubar e destruir. Perdoais erros e injustiças cometidas, limpai nossos corações, feridas d’alma, para chegarmos a Vós. Que meus dias sejam o Vosso dias e meus  caminhos o Vosso caminho!

“Amém.”