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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Está fluindo o amor - Jorge da Paixão
Está fluindo o amor
Jorge da Paixão
Deus fez uma mudança
no meu coração, para melhorar...
Encheu ele de esperança,
e amor para eu ti ofertar !
Flui...Flui...flui...
Estar fluindo o amor...
Estou sentindo um sabor,
gostoso no coração...
Sinto o perfume da flor,
no jardim do esplendor,
misturado ao calor,
dessa minha inspiração.
A esperança é uma canção
e a saudade é uma dor...
Que fustiga o meu coração,
espremendo todo amor !
Eu não sei aonde estou !
Mas, sinto a felicidade...
sei que "Deus" me premiou,
com um amor de verdade...
O Y A S H I KI I R I...
Formiga tem coração? - Jorge da paixão

Formiga
tem coração?
Jorge da paixão
Com base na educação
e disciplina no trabalho,
quem tem dedicação,
no futuro será premiado...
A formiga trabalhadora
no labor a se empenhar,
dia e noite na lavoura,
para a vitória conquistar
No coração da formiga,
também mora o amor...
Ela até entra na briga,
pela pétala de uma flor !
Se formiga tem coração,
eu não tenho muita certeza...
Mas, a sua dedicação,
no trabalho é uma beleza.
Chiquita! - Dinah Ribeiro de Amorim

Chiquita!
Dinah Ribeiro de
Amorim
Chiquita era uma moreninha
engraçada, espevitada, que mamãe
contratou para brincar conosco, enquanto trabalhava. Morávamos com minha avó,
que tinha oito filhos moços e quatro netos. O serviço era muito e precisava de
alguém para ajudar a cuidar das crianças.
Seus cabelos eram cheios de trancinhas, cada
uma com uma conta na ponta, nem sei como conseguia isso, que balançavam sempre
que corria ou dançava, o que fazia o tempo todo. Enchia-nos de histórias
estranhas, inventadas ou invencionadas, escutonhadas dos outros ou não!
Vivíamos risonhando com ela ao nosso derredor,
acreditonhando piosamente em suas historietas cheias de curiositividades.
A que mais traz lembrancite é a história de
um jacaré muito mansitozinho que vivia às margens de uma lagoinha, perto da sua
choupana quando morabitava com sua avolita, no nordeste da Bahia.De tão manso
esse bichano, que de tamanho pequeno não tinha nada, deixolava pessoas
navegarem por cima de seu corpanzil e até de sua bocarra aberta, para
gostosurarem da paisanagem. Era uma deliciura para todos!
Até que num dia, amanheceu meio abilolado,
embirrado porque não encontrou pábulo ou esqueceram de jogar-lhe cibo, não sei
como Chiquitita sabia esses nomes, precisei usar dicioniário para saber que
significavam comida, enfureceucido, muito raivioso, chacoalhou-se todo,
derrubando o povo que estava por cima e comendo os que estavam dentro da bocarra!
Assustadiços com essa historieta, sem
sabermos ser verdaducha ou não, mal conseguimos
tirar cochilo à noite. Que menina engraçada mesmo! Não sei como mamãe
foi encontrá-la misturada enrrodilhada entre tanta babá, na casa de
empregadices! Lembrancites!
O Tempo é tempo - Jorge da Paixão

O
Tempo é tempo
Jorge da Paixão
O tempo é tempo.
Espere mais um pouco.
O tempo é tempo.
que bem ligeiro vai passando.
O tempo é tempo,
no frio ou no calor,
no abrigo, no relento,
no prazer ou na dor...
O tempo é tempo,
mas, ainda é muito cedo,
ou través esteja tarde !
O tempo é tempo,
no outono, no inverno,
na primavera ou verão.
O tempo é tempo,
não me preocupo não...
continuo te esperando,
pois, é teu meu coração...
O tempo é tempo.
O tempo que passou.
O tempo que perdemos.
O tempo do agora.
O tempo do futuro...
O tempo é tempo.
A saudade me matando...
O tempo é tempo.
As rosas florescendo...
O tempo é tempo.
as flores vão murchando...
O tempo é tempo.
dentro do meu coração,
uma esperança brilhando...
A GATINHA MILKA - Dinah Ribeiro de Amorim

A
GATINHA MILKA
Dinah Ribeiro de
Amorim
Minha neta Paula frequenta um clube esportivo de muitos associados. Além de sócios, aparecem
muitas gatas no meio do mato ou jardim, em busca de abrigo ou comida. Muitas
delas, grávidas, dando à luz nem se percebe quando.
Numa tarde em que fui
buscá-la, estava toda comovida, segurando uma gatinha quase morta, encontrada
jogada no meio do capim. Apesar de saber que o pai não iria gostar, detesta
bichos porque é alérgico, trouxe-a consigo e a escondeu no quarto da empregada,
fora da casa. Estava muito doentinha a bichana e precisamos levá-la ao
veterinário e descobrir além de uma pneumonia, infecção nos olhos e
desnutrição.
Minha filha, que se não fosse dentista, seria
veterinária, fez de tudo para salvar a gatinha, batizada de Milka. Deu-lhe os
remédios necessários e estava quase colocando-a boa, quando o marido descobriu
o animal e ameaçou de jogá-la na rua. Minha neta, desesperada, recorreu
adivinhem para quem: vovó. Poderia ficar comigo e seria até uma boa companhia
pois, moro sozinha.
Gosto muito de animais , principalmente
cachorros mas, apartamento pequeno, muita atividade, viagens freqüentes, além
do trabalho que dão, procurei dar milhões de desculpas e, não teve jeito,
acabei trazendo-a para casa, até ficar completamente boa. Depois veríamos um
lugar para ela.Doce ilusão! Acabei cuidando dela, comprando brinquedinhos como
se fosse criança, biscoitos e ração especial, lugar para frio, calor,
etc...etc...
Companhia, fez muita! Exigia minha presença a
todo instante e mal abria a porta da cozinha, às seis horas da manhã, estava me
esperando, louca para entrar e percorrer a casa toda. Sarou, ficou linda e
forte, até demais! Não parava quieta, subia nas cortinas novas, arranhava o
tapete e o sofá, escondia-se em lugares que mal achava, enfim, fazia o que
queria. Nunca pensei que um bicho tão pequeno me dominasse tanto! Além de tudo,
era linda! Branca com olhos azuis. Minha neta, esquecida dela, mal aparecia e
surgindo uma viagem repentina, precisei dá-la. Foi um custo. Ninguém queria! Já
haviam muitos gatos para adoção. Abri a Internet e fiquei com dó. Fotos e mais
fotos de gatos à venda ou doação.
Felizmente, encontrei uma cabeleireira no meu
salão que adora gatos e aceitou ficar com Milka. Já possuía dois cães pequenos,
um papagaio e canários em gaiola. Fiquei meio preocupada com os cachorros.
Poderiam atacá-la. Qual não foi a surpresa quando soube que ela corria atrás dos
cães porque eles balançavam os rabinhos
demais, fazendo-a ir atrás deles para pegá-los. Pensava que era
mais um brinquedo.
Acabou o epsódio Milka, foi mesmo muito
preocupante, não caio mais nessa mas, de vez em quando, olho para a cozinha de
manhã e, falta alguma coisa elegante , firme, esperta, a me olhar à espreita,
louca para se livrar de uma porta de vidro que a separava de mim.
Em busca da flor-de-lótus - Jany Patricio

Em
busca da flor-de-lótus
Jany
Patricio
Os ventos sopraram pinceladas
Que chegaram suaves e ondulantes
Ao som do tilintar de asas de fadas
E passos de gnomos ofegantes
A floresta estava em polvorosa. De
todos os cantos, bruxuleavam salamandras enfeitadas com rubis assustadores.
De repente, uma ondina gigante abraçou
o céu, despencando em gotículas cintiladas com o sabor da água fresca, que
brota do lodo musgoso da terra dos gnomos.
Labaredas e gotículas guerrearam no
firmamento, até desfalecerem no arco-íris.
Unidas, caíram do céu, germinando a
semente do lodo encantado.
A caravana pasmada contemplava ao longe
o espetáculo.
Quando a terra suada fez brotar
De suas entranhas a sabedoria
Na forma de uma flor-de-lótus!
COLÓQUIO - Paulo Rogério Pires de Miranda
COLÓQUIO
Paulo Rogério Pires
de Miranda
Uma manhã como tantas
outras, porém, com uma composição mais palativa e pegajosa. A luz solar
tremeluzia sandices furtando cores da vegetação, fazia cambiagem com as gotas de orvalho que ainda sonhavam
com a madrugada bucólica.
Dois caramujos
trocavam sugestões sobre como escorregar mais vagarosamente pelas pregas do
tempo. Um pezinho de moranguinhos escarlates avermelhou-se em alegria,
devolvendo à natureza toda a beleza condensada em suas aformozeadas formas.
Quanta sisudez de dois cogumelos que
impermeáveis aos eflúvios daqueles magníficos momentos faziam-se cada vez mais
sem cor, sem gosto, sem cheiro. Bela manhã que se tem no asfalto, naquele
pequeno pedaço de chão que valentemente resiste num canteiro de um espigão
qualquer, nesta cidade que não para de se endurecer.
EU E A NATUREZA - Dinah Ribeiro de Amorim
EU
E A NATUREZA...
Dinah Ribeiro de
Amorim
Procuro a calma, a
solidão do mato, o abrigo frondoso dos
sicômoros que ladeiam os bosques. Busco o silêncio da natureza, a beleza e a
imensidão das montanhas, fugindo dos ruídos que machucam meus ouvidos e
acontecimentos da cidade que destroem minha felicidade.
Gosto do cheiro do capim verde penetrando em
minhas narinas, do som do vento agitando folhas, fazendo-as cair suaves como
plumas, acolchoando o chão de terra.
Flores coloridas aparecem aos tufos,
perfumando com suas cores, a paisagem.
Animaizinhos alegres e curiosos aparecem aos poucos, observando-me de longe.
Rodopio feliz, sinto-me livre, afugento
obrigações, estudos, compromissos, busco a solidão de palavras sentidas,
ouvidas, vividas, aprendidas. Procuro o ritmo da natureza. Flora e fauna que
crescem naturalmente, sem provocação ou causa.
Percebo ruídos novos, estranhos, estalidos
quietos e sonoros em meio ao silêncio daquela quietude de homens.
Sinto-me nesse momento como Robinson Crusoé
perdido numa ilha deserta.
Aquieto mente e espírito, medito por longo
tempo e, percebo, assustada, que estou fugindo não do mundo mas de mim mesma.
Das minhas palavras que brotam repentinamente como enxurradas, semelhantes às
nascentes das cachoeiras encontradas.
Palavras novas crescem junto aos brotos que
surgem nos galhos do caminho.
Retorno então ao meu
passado, à minha estrada, para retomar o que ficou esquecido e, cautelosamente,
reagir aos opróbios da vida.
JOGO DOS ADVÉRBIOS

Abaixo temos um jogo de advérbios, para você testar seus conhecimentos. É só clicar no link abaixo, e começar a jogar. Boa sorte!
JOGO DOS ADVÉRBIOS
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
AGRADECIMENTOS
Olá amigos e amigas
Agradeço muito por todas as manifestações de carinho, pelos abraços,
mensagens, e pelos presentes.
Quero dizer tenho muito prazer em estar com vocês. Que preparo com
carinho as aulas pensando de cada um.
Obrigada
Um beijo carinhoso
Ana Maria Maruggi - Monitora
__________________________________________________
Obrigada por tanta de
dedicação e espero podermos estar correspondendo à altura.
Gosto muito de nossas
reuniões por serem muito alegres e produtivas,
e estou aprendendo
coisas que nunca imaginava!
Beijos - JANY PATRICIO
__________________________________________________________
É por isso que amamos você! Sabemos que leva muito a sério o que faz!
Dinah Ribeiro Amorim
________________________________________________________
terça-feira, 6 de agosto de 2013
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
O pequeno Curumim - Jorge da paixão

O
pequeno curumim
Jorge da Paixão
Na verde mata ao entardecer,
no campo aberto de aventuras,
a noite chega e vem trazer,
a paz de "Deus" às criaturas...
O curumim brinca na aldeia,
chega o crepúsculo devagar,
desponta longe a lua cheia
trazendo a noite devagar...
O indiozinho todo encantado,
admirado no horizonte,
com a beleza do luar !
Pergunta a mãe admirado!...
se ele subir no monte ,
Na lua pode pegar ?
A tarântula - Jany Patricio

A
tarântula
Jany Patricio
Certo dia, quando o sol ressurgia na
cortina da sala, Clarinha assustou-se ao ver escorregando pela lareira, pelosas
pernas malcheirosas que glutiam todos os brinquedos caídos no chão.
Saiu em disparada, tropicando na fila
de dominós, que dançarolva no corredor. Saltou pela janela e caiu no poço
desencoberto que cheirava a água-de-rosas.
Um grilo cantante, vendo a cena,
espalhou aos sete-ventos, que deram a volta ao mundo e chegaram pelo fundo do
poço para salvar a menina.
Clarinha, horripilada, chorava.
O vento assoprou, assoprou e despulou a
garota que, no susto, aterrizou no feno dourado do estábulo.
O grilo reuniu todos os insetos da
região e decidiram atacar a tarântula. Revoaram todos até a chaminé e com
desforço puxaram a mal cheirosa para o lamaçal acinzentado que borbulhava
enxofre. Ao ser engolida pela areia movediça, cada perna da feiosa explodia
como fogos de artifício.
- Clarinha, Clarinha, está tudo bem? –
disse sua mãe.
Ela olhou, curiosa, e viu todos os seus
brinquedos arrumadinhos no quarto. Só a fila de dominós a seguia, quando ela
voou nas asas de um louva-a-deus.
Coisarada - Paulo Rogério Pires de Miranda

Coisarada
Paulo Rogério Pires de Miranda
Quando pequeno empinava pipa
Desde cedinho, lá no meu quintal
Assim seguia a dar água na bica
Despipazia quando vendaval
Rodopiava em roda de pião
Diversação gostosa de menino
E bolinhando água com sabão
Eu subinhava em pau de sebo a pino
Galotrotando em cima de cavalo
Equilibrando na colher um ovo
Outra veizada cantando de galo
Eu era herói imitação do Zorro
Já não mais faço dessa coisarada
Passou-se o tempo tudo já se foi
Encarreando a lida na invernada
Berrante eu berro vou tocando o boi.
HISTÓRIA DE RETIRANTE...- Dinah Ribeiro de Amorim
HISTÓRIA DE RETIRANTE...
Dinah Ribeiro de Amorim
No alto, um sol
forte, o chamado Sol do Meio Dia, lembrava aos retirantes esfaimados e em
farrapos que era hora da fome e da comida. Fome preta e não branca, pois há
dias que mal comiam pão.
Se pudessem atrasar um pouco as horas,
suspender e modificar os ponteiros do relógio da vida, talvez ficasse mais
fácil ludibriar a fome, mas havia o sol
forte que os lembrava de mais um dia.
Apoiados uns aos outros, olhando-se como se
perguntassem o que fazer nessa hora lamuriosa e difícil, ouvem ao longe um
barulho estranho, um pipocar de fagulhas e um cheiro forte entre gostoso e
queimado.
Dirigem-se capengando e apoiando-se uns aos
outros em direção ao que ouviam.
Que surpresa danada de boa! Alguém ouvindo
murmúrios doídos, preparava um gorduroso churrasco em pleno sertão.
Caem sobre ele aos prantos, como peixe à
procura d’água ou cego tentando enxergar na escuridão.
Nem esperam alguma divisão da carne.
Abocanham furiosos, enraivecidos, como se tivessem horror da própria fome e do
estado em que se encontravam.
Vergonha nessa hora não cabia. Fome, quando
dói no estômago, desgoverna a própria mente e, animalescamente, saciaram a
própria vontade.
Afinal, estava na hora do Sol do Meio Dia e
já havia passado muitas Luas até que vissem comida.
O espelho que desrefletia - Jany Patricio

O
espelho que desrefletia
Jany Patricio
Gabriel despulou o muro do vizinho e
depois se escondeu atrás do som acalorado do sino que descaia ladeira adentro.
Com
a barulhidade das badaladas, os patos do lago do lado de lá desdeceram das
águas baixas e junto com as nuvens vestidas com pantufas arroseadas, atravessaram
a cerca de capim dourado, descavando o buraco da ladeira que subia para
encontrar o garoto.
Vendo os peixes do lago do lado de cá, que
o vizinho corria com sua espingarda desenferrugada, atirando bolas de sabão
pegajosas e espertas, gritaram em silêncio com cheiro de onda, para o menino
desescorregar da lama e se esconder nos trilhos do trem voador.
Mas de repente, saiu do lago do meio,
um monstro de mil olhos afogueados e quatrocentos braços peludados, que puxou o
trem para o monte de estrelas que reclinavam o sol para os raios violeta da
galáxia.
Por falta de azar, o trilho
despregou-se do trem e Gabriel emburacou no túnel de cristal que atravessava a
montanha que assoprava notas musicais coloridas para todos os lados.
Perdido, no centro dos cristais,
Gabriel sentiu um pingo d’água se encontrar com uma lágrima que fugia dos seus
olhos e com a orelha em pé ouviu a conversa:
- Por que foges do seu dono cheirosa
lágrima?
- Eu não fujo, só desescorreguei dos
olhos dele para tentar achar um caminho para entrar no lado de fora da
montanha.
- Venha comigo e traga seu dono. Vamos
seguir o perfume verde da esmeralda e encontraremos o espelho d’agua que nada
desconhece.
- E esse espelho existe mesmo?
- Claro, e ele desreflete o futuro,
mostrando o passado, e vai mostrar o caminho de volta!
- Nossa!
- Corra! Morcegos sugadores de luz nos
viram! Temos que encontrar logo o espelho!
Então, como uma cachoeira, foram
engolidos pelo espelho d’água, que desrefletindo a luz da esmeralda, lançou o
menino pelo tubo de cristal estrelado.
Destonteado, Gabriel desfechou os olhos, e sentiu o cheiro
da alegria do seu cachorrinho que tinha escapado pelo buraco da cerca para o
quintal do vizinho, seu amigo, que brincava com bolhas de sabão.
- Veja! - Disse o amigo.
- Onde? - Respondeu Gabriel.
- Ali naquela bolha que cheira jasmim!
Subia, subia, subia, a bolha, e dentro
dela, uma lágrima e um pingo d’água.
VIGARIANICE - Paulo Rogério Pires de Miranda

VIGARIANICE
Paulo
Rogério Pires de Miranda
Tudo
corria calmamente naquela manhã que se fazia espreguiceira nos campos de
trigais. De repente um arrolharar desritmizado quebrou o silêncio afogado que
reinava naquele lugar. Eram duas rolinhas que disputavam uma minhoca que saíra
da sua toca para bronzear-se ao sol.
Chulapetada
daqui, chulapetada de lá, cada rolinha saltiteava uma pra cima da outra para
ver quem ficaria com aquele bom bocado.
Nesse
temporal disputativo, de camarote em cima dum cupinzeiro, um anu preto
espreitava e dizia para si mesmo: “vou dar um golpe de mestre nesse entrevero”.
Empostando
o papo, dirigindo-se às duas rolinhas disse-lhes: “Por que não param de
algazarrarem-se e resolvam-se mais discernididamente? Sugiro que façam uma
disputação. Quem chegar mais rápido naquela porteira lá encima que fique com o
bom bocado para si.”
E
assim fizeram: pararam a arrulhação.
O
anu pondo-se de juiz diz: “empareiem-se e ao meu comando azulem para a porteira.”
Assim feito ele gritou: “já”.
Enquanto
as duas rolinhas como um bólido voavam para a porteira o anu numa rápida voança
foi pra cima da minhoca e a embicou com rapidez levando-a para o seu ninho,
garantindo assim a refeição da sua ninhada.
Quando
lá da porteira as duas rolinhas perceberam que foram ludibriadas olharam-se com
cara de sonsas e cada qual voou para um lado.
Moral
da história: “Briga não enche barriga. Melhor é dividir do que na vigarianice
cair.”
POESIA LÍRICA - Dinah Ribeiro Amorim

POESIA
LÍRICA
Dinah Ribeiro Amorim
QUANDO DEDICO UM BEIJO
AO MEU AMADO,
FIXA-ME ESPANTADO,
OLHAR LONGÍNQUO,
ACHANDO TALVEZ, TEMPO
PERDIDO,
MANIFESTAÇÕES ENTRE
NÓS DE CARINHO.
PERGUNTO-ME, ÀS
VEZES, NOS DIAS DE HOJE,
O QUE ACONTECE COM OS
“AMORES”?
NÃO É MAIS DAS
SENSAÇÕES, “ARDORES’
E QUANDO VÍAMOS O
AMADO, “CALORES’.
ATUALMENTE OS JOVENS
QUEREM FICAR,
APROVEITAR MOMENTOS
DE “PRAZERES’
ESQUECENDO-SE DOS
DIZERES
QUE PERMITEM ROMANCES
CRESCEREM.
MOÇOS DA ATUALIDADE,
ESQUEÇAM SUAS MODERNIDADES,
FAÇAM RESSURGIR,
RENOVEM
AMORES, PAIXÕES,
TRANSFORMEM!
SINTAM AS ANTIGAS
MANIFESTAÇÕES QUE SÓ OS GRANDES SENTIMENTOS PROMOVEM...
quarta-feira, 31 de julho de 2013
ANTOLOGIA ICAL - CONTOS E POESIAS
Venha fazer parte desta publicação!
Serão selecionados de 30 até 50 autores para fazerem parte da primeira ANTOLOGIA que o ICAL vai organizar como marco dos 4 anos de vida !
Se você tem interesse em participar, preencha seus dados na Ficha de Inscrição na coluna ao lado.
Em breve postaremos aqui e no site do ICAL, o regulamento desta Antologia.
Serão selecionados de 30 até 50 autores para fazerem parte da primeira ANTOLOGIA que o ICAL vai organizar como marco dos 4 anos de vida !
Se você tem interesse em participar, preencha seus dados na Ficha de Inscrição na coluna ao lado.
Em breve postaremos aqui e no site do ICAL, o regulamento desta Antologia.
terça-feira, 30 de julho de 2013
A criança é uma flor - Jorge da Paixão
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A criança é uma flor
Jorge da Paixão
A criança é uma flor
na vida a desabrochar,
perfumada de amor,
para o poeta inspirar.
A pureza do amor
no coração de uma criança,
é igual a uma flor,
perfumada de esperança...
É igual o Sol nascer
com os pássaros a cantar,
reverenciando o viver
para a vitória alcançar...
O amor é uma oração,
cântico de esperança,
que enriquece o coração,
inocente da criança...
A criança é a esperança,
para o futuro promissor...
Semente da aliança,
de dois corações, em um amor...
domingo, 28 de julho de 2013
Coisidade - Paulo Rogério Pires de Miranda

Coisidade
Paulo Rogério Pires de Miranda
A
coisidade da manhã de um certo dia
Descortinava
um novo sol lá no poente
Na
vacuidade desse ar também me via
Num lusco fusco eu tonto, troncho
e indolente
E assim
fuçava o ar o voo de um flamengo
Escarnecendo
de um vento surreal
Fantasiado
como bobo e mamulengo
Me gostosava como em pleno
carnaval.
(Trabalho criado com base nos trabalho do poeta Manoel de Barros)
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